Formada a primeira doutora surda da UFG

Essa matéria foi extraída do site da UFG.

https://www.ufg.br/n/98313-formada-a-primeira-doutora-surda-da-ufg 

No Elcileni de Melo Borges defendeu sua tese no Iesa discutindo as transformações na dinâmica urbana de Goiânia

Texto: Patrícia da Veiga

Fotos: Adriana Silva

Foi publicado no site da UFG, a primeira doutora surda da universidade. A defesa da tese segundo a matéria escrita por Adriana Silva conta que a apresentação de Elcileni Borges contemplou os resultados de uma vasta investigação feita em sete municípios da Região Metropolitana de Goiânia (RMG) a respeito da expansão do mercado imobiliário encadeada pela implantação de políticas públicas como o Crédito Solidário, Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), Minha Casa Minha Vida e Cheque Moradia (este último, estadual). Intitulada “Habitação e Metrópole: transformações recentes na dinâmica urbana de Goiânia”, a tese teve como objetivos mapear a produção habitacional da RMG e identificar os impactos na reconfiguração urbana da metrópole goianiense entre 2005 e 2016.

Elcileni de Melo Borges, 45 anos, passou pelo ritual de defesa pública de sua tese nesta segunda-feira (26/06), no Programa de Pós-Graduação em Geografia do Instituto de Estudos Socioambientais (PPGeo/Iesa). Na ocasião, a pesquisadora fez uma carinhosa fala de agradecimento a cada um dos colegas, profissionais e professores que contribuíram com o desenvolvimento de seu trabalho. “Uma pesquisa desse porte não é feita por uma pessoa só, ainda que o processo de escrita seja solitário”, afirmou Elcileni.

Antes de iniciar a apresentação, a professora Celene Cunha, diretora do Iesa e orientadora do trabalho, propôs aos presentes que fizessem um minuto de silêncio em respeito a Lucas Silva Mariano, estudante da Escola de Veterinária e Zootecnia (EVZ) vítima de um acidente fatal no último sábado. Em seguida, Elcileni expôs os resultados de sua investigação e foi avaliada pelos professores Tadeu Arrais e Manuel Ferreira, do Iesa, Aristides Moysés, da PUC-GO – que também atuou como co-orientador –, Lucía Zanin, da USP, e Eduarda Pires, da Universidade de Lisboa.

A pesquisadora e sua banca examinadora se comunicaram por meio de plataformas multimídia. Tais ferramentas possibilitaram tanto a participação das professoras Lucía, em São Paulo, e Eduarda, em Portugal, como a compreensão de Elcileni. O que era pronunciado, presencialmente ou a distância, uma colaboradora transcrevia simultaneamente e ela podia ler e responder de imediato. Essa alternativa foi usada durante os quatro anos em que a pesquisadora frequentou as atividades do PPGeo. “Uma aluna ouvinte legendava as aulas pela plataforma Google Docs e eu conseguia ler de forma instantânea. Era como se fosse um ‘closed caption‘. Com isso, obtive aproveitamento suficiente em todas as disciplinas”, explicou.

Elcileni Borges_defesa

Defesa de doutorado de Elcileni Borges foi auxiliada por ferramentas multimídia de transcrição simultânea

Goiânia
A apresentação de Elcileni Borges contemplou os resultados de uma vasta investigação feita em sete municípios da Região Metropolitana de Goiânia (RMG) a respeito da expansão do mercado imobiliário encadeada pela implantação de políticas públicas como o Crédito Solidário, Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), Minha Casa Minha Vida e Cheque Moradia (este último, estadual). Intitulada “Habitação e Metrópole: transformações recentes na dinâmica urbana de Goiânia”, a tese teve como objetivos mapear a produção habitacional da RMG e identificar os impactos na reconfiguração urbana da metrópole goianiense entre 2005 e 2016. “Foi quando se viu aflorar uma nova periferia e novos padrões de segregação residencial e socioespacial”, comentou.

Perfil
Elcileni é economista e gestora governamental do Estado de Goiás. Possui uma vasta experiência em estudos urbanos e habitacionais, sendo integrante da equipe goiana do Observatório das Metrópoles. Aos 27 anos descobriu um tumor no nervo auditivo e foi submetida à cirurgia, o que a deixou com deficiência auditiva bilateral. Ela é a segunda pessoa surda a se formar na pós-graduação da UFG. A primeira foi Renata Garcia, que concluiu Mestrado em Ciências da Saúde em 2016.

Fonte : Ascom/UFG

Categorias : Última hora IESA Goiânia

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